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#Deates – Resenha do debate sobre os curtas Nova Redenção e Entre Amazonas e Tupis

Por Sarah Cafiero

Nova Redenção e Entre Amazonas e Tupis são dois documentários com muito em comum. Ambos revelam, a partir de uma abordagem observacional, não apenas culturas brasileiras, mas também tipicamente regionais. Esta conversa é sobre os processos de produção de cada um, suas semelhanças e diferenças. 

Dirigido por Rafael Rodrigues, Nova Redenção narra o cotidiano de três mulheres, moradoras da cidadezinha de mesmo nome, no Recôncavo Baiano. Cidadezinha porque Nova Redenção possui aproximadamente 9000 habitantes, dos quais mais da metade mora na zona rural: uma realidade muito diferente do que a maioria de nós está acostumada.

Entre Amazonas e Tupis, de Luiza Garcia, mostra o movimento durante uma semana no Bar do Nonô. Localizado no centro de Belo Horizonte (MG), o bar, já tradicional entre a Av. Amazonas e a Rua Tupis, funciona 24h, fechando apenas aos domingos. A câmera, à vista de todos, mas comumente esquecida, registra em diversos horários personagens interessantíssimos e surpreendentemente diferentes entre si.

Além dos diretores dos filmes, os convidados do debate são a produtora do Nova Redenção, Júlia Araújo, e do Entre Amazonas e Tupis, os roteiristas Bárbara Monteiro e Breno Alvarenga. A discussão rendeu temas próprios de documentários como a fabulação e a relação das personagens com a equipe e com a câmera. 

Fica evidente como, apesar das semelhanças, cada produção é única. Para conhecer as peculiaridades de cada uma, é só assistir ao debate, aqui nessa página mesmo. Os filmes, você que  é assinante da Cardume, confere na nossa plataforma: cardume.tv.br.

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